Cyberbullying

 A expansão da internet e dos computadores, tablets e smartphones, trouxe consigo a disseminação do Cyberbullying e a tecnologia tornou-se a arma dos bullies, que usam telefone, e-mail, mensagens de texto, sites e redes sociais para atacar suas vítimas.

O termo Cyberbullying refere-se ao uso de meios eletrônicos vinculado a um comportamento intencionalmente repetitivo e hostil de um indivíduo ou grupo de indivíduos que pretende causar dano a um ou mais sujeitos.

Na internet, o bullying já não se limita a gritar, empurrar ou provocar: é neste contexto que, alegada à percepção equivocada de invisibilidade e de ausência das restrições éticas, a maior espontaneidade e a desinibição tornam-se o meio pelo qual adolescentes tomam o caminho do cyberbullying.

Atualmente, os órgãos de justiça estão cientes dos problemas advindos do mundo virtual e, de certa forma, estão preparados para atuar nesse tipo de incidente, desde que as condutas do agressores se  encaixam no Código Penal.

Cabe destacar a importância da prevenção de um plano de ação que fortaleça parcerias entre as escolas, famílias e órgãos públicos, a necessidade de dar assistência a todos os envolvidos em uma ocorrência Cyberbullying, e a alta relevância do protagonismo das escolas na sensibilização sobre o tema.

Características do Cyberbullying

O Cyberbullying é a modalidade virtual do bullying que e é identificado pelas intimidações repetitivas entre crianças e adolescentes, mas com características próprias, pois tem um efeito multiplicador e de grandes proporções quando acontece na web. Nessa modalidade de bullying as tecnologias como celulares e as câmeras fotográficas, e ambientes como as redes sociais, servem para produzir, veicular e disseminar conteúdos de insulto, humilhação e violência psicológica que provocam intimidação e constrangimento aos envolvidos.

O Cyberbullying não é um problema entre duas pessoas ou apenas entre agressores e vítimas. Uma visão sistêmica sobre o fenômeno nos ajuda a perceber e compreender suas manifestações complexas. Ele envolve as testemunhas, os apoiadores e incentivadores, além de ter sempre um contexto que pode favorecer ou prevenir que ele ocorra;

Podemos enfatizar três aspectos centrais que caracterizam tanto o Bullying quanto o Cyberbullying:

– Comportamento intencional de perturbar, intimidar e/ou agredir;

– Repetição ao longo do tempo;

– Desequilíbrio de poder.

É um problema mundial que, muitas vezes, é subestimado pelos adultos por ser encarado como uma brincadeira de crianças. Cyberbullying não é brincadeira. Só existe brincadeira quando todos os envolvidos se divertem. Quando há uma relação desigual de poder, onde uns se divertem e outros sofrem e são maltratados, então é preciso que os adultos tomem uma providência.

Para evitar que as crianças adotem essa prática entre si é preciso educar para uma convivência respeitosa e esclarecer da seriedade desse assunto. Crianças não enxergam as proporções de seus atos com a mesma consciência que os adultos. Sua personalidade e sua moral ainda estão em formação. É importante mostrar que Cyberbullying pode trazer consequências prejudiciais para todos: vítimas, agressores e testemunhas. Sim, quem assiste rindo, ignorando ou ajudando a compartilhar, também participa da violência.

Bullying pode ser motivado por racismo, homofobia, xenofobia e outros tipos de discriminação. Qualquer tipo de discriminação deve ser combatida. Denuncie!

Prevenção

Esteja ciente do que seus filhos estão fazendo on-line.

Uma criança pode estar envolvida no cyberbullying de várias maneiras. Uma criança pode ser intimidada, intimidar outras pessoas ou testemunhar bullying. Pais, professores e outros adultos podem não estar cientes de todas as mídias digitais e aplicativos que uma criança está usando. Quanto mais plataformas digitais uma criança usa mais oportunidades existem para serem expostas ao potencial de cyberbullying.

Sinais de alerta

Muitos dos sinais de alerta de que o cyberbullying está acontecendo ocorrem em torno do uso do dispositivo por uma criança. Alguns dos sinais de alerta de que uma criança pode estar envolvida em cyberbullying são:

Aumentos ou diminuições notáveis ​​no uso do dispositivo, incluindo mensagens de texto;

Exibir respostas emocionais (riso, raiva, chateado) ao que está acontecendo em seu dispositivo;

Ocultar a tela ou o dispositivo quando os outros estão por perto e evitar discussões sobre o que está fazendo no dispositivo;

As contas de mídia social são encerradas ou novas são exibidas;

Evitar situações sociais, mesmo aquelas que foram desfrutadas no passado;

Tornar-se triste, retraída ou deprimida, ou perder interesse em pessoas e atividades;

Medo de compartilhar o que faz na Internet;

Medo de ir para a escola e encontrar amigos;

Isolamento no intervalo da escola.

Após identificar a situação é fundamental que a vítima saiba que ela não é culpada e receba apoio emocional dos familiares, educadores e amigos. Muitos têm dificuldade para sinalizar que não estão bem e não conseguem fazer frente às agressões sofridas. Por isso é tão importante o apoio, sem julgamentos, da escola, família e dos amigos.

É importante, ainda, estimular o debate sobre este tema com toda comunidade escolar e realizar atividades preventivas, como previsto na Lei 13.185 que instituiu o Programa Nacional de combate ao Bullying no Brasil.

Como denunciar

Você sabia que Cyberbulling pode ser denunciado e os agressores punidos quando provado ato infracional? Mas a maioria dos casos pode ser solucionado de forma mais simples, com a mediação dos conflitos ou com a remoção do conteúdo que prejudica alguém. As principais redes sociais já possuem ferramentas para denúncia e remoção de conteúdos que se enquadram nessa categoria. É simples e fácil.

Veja o passo a passo no  Facebook, Instagram, YouTube e Twitter.

Quando não há possibilidade de identificar o agressor ou não há espaço para resolver de forma mediada e preventiva, o caso pode ser comunicado ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público ou à delegacia de polícia quando houver atos infracionais, como agressão moral ou física.

É importante gravar todas as mensagens e imagens ofensivas recebidas e bloquear os contatos. A vítima ou responsável legal deve fazer um boletim de ocorrência com as provas – mensagens, fotos, e-mail, n° celular da origem das agressões, endereço das páginas, perfis e publicações – para que se iniciem as investigações. Escola, família e testemunhas são co-responsáveis e podem ser responsabilizadas por omissão caso negligenciem os sinais e as consequências do Cyberbullying.

Quando os envolvidos são maiores de idade os casos podem ser enquadrados no Código Penal. Adolescentes acima de 12 anos respondem pelo ato infracional equivalente aos crimes previstos em lei.  Entenda as diferenças entre os tipos de crime que podem estar relacionados ao Cyberbullying no quadro abaixo.

 

Fonte:

https://new.safernet.org.br/content/estou-enfrentando-um-problema-de-cyberbullying-devo-denunciar

https://ead.ufrj.br – Curso de Segurança da informação Fundamentos